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Exames Ocupacionais Obrigatórios

Exame demissional: quando fazer e o que muda

Exame demissional explicado: prazo de 10 dias da NR-7, procedimento, exames complementares e o que fazer se o colaborador for considerado inapto.

6 min de leitura
Revisão técnica: Cristiano Cecatto

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Exame demissional sendo realizado por médico do trabalho
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✦Resposta Direta
Sim, o exame demissional é obrigatório na maioria das rescisões e deve ser feito em até 10 dias do desligamento, conforme a NR-7. A exceção é quando o último exame ocupacional ainda está válido: menos de 135 dias para funções de grau de risco 1 e 2, ou menos de 90 dias para graus 3 e 4. Abaixo você vê como contar o prazo no aviso prévio, quando cabe a dispensa e como o ASO entra no eSocial.

O Prazo de 10 Dias Para o Exame Demissional

O exame demissional fecha o ciclo de saúde ocupacional do trabalhador. É ele que registra, em documento, se a pessoa está saindo da empresa nas mesmas condições de saúde em que entrou. Por isso a NR-7, norma que rege o PCMSO na redação da Portaria SEPRT nº 6.734/2020, trata o demissional como obrigatório na maioria das rescisões.

O prazo é curto: a NR-7 estabelece que o exame demissional seja realizado em até 10 dias contados do desligamento. Na prática, o ideal é agendar antes da data do desligamento, para que o ASO esteja em mãos quando a rescisão for formalizada e nada trave o acerto final.

Cumprir esse prazo não é só burocracia. O ASO demissional é a principal prova de que a empresa acompanhou a saúde do colaborador até o último dia. Sem ele, qualquer alegação futura de doença ocupacional fica muito mais difícil de rebater em uma ação trabalhista.

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Como Contar o Prazo no Aviso Prévio Indenizado?

A dúvida mais comum aparece no aviso prévio indenizado, quando o funcionário não trabalha os últimos dias. Nesse caso, a data de término do contrato não é o último dia efetivamente trabalhado, e sim a data projetada do aviso, que já entra no cálculo da baixa na carteira.

Atenção: o exame demissional é obrigação do empregador prevista no artigo 168 da CLT. Deixar de realizá-lo, quando exigível, expõe a empresa a autuação e multa administrativa na gradação da legislação trabalhista, além de fragilizar a defesa em eventuais ações.

Por isso, conte o prazo de 10 dias a partir dessa data projetada do aviso indenizado, e não da última presença física do colaborador. Antecipar o agendamento do exame evita o risco de perder a janela e ter de refazer o processo às pressas.

As Novas Regras de Isenção da NR-7 (135 ou 90 dias)

Nem toda rescisão exige um novo exame. A NR-7 dispensa o demissional quando o último exame ocupacional ainda está dentro da validade. O critério é a data do último exame, não o motivo da saída: para funções de grau de risco 1 e 2, a dispensa vale quando o último exame foi feito há menos de 135 dias; para graus 3 e 4, o limite cai para 90 dias.

RequisitoImpacto na Gestão
Conformidade LegalPrevenção de multas, processos trabalhistas e autuações do Ministério do Trabalho.
Agilidade de ProcessosRedução do tempo de contratação, integração rápida e menor tempo de máquina parada.
Integração de DadosFacilidade no envio dos eventos de SST para o eSocial (S-2210, S-2220, S-2240).

O Impacto do Grau de Risco (CNAE) nos Prazos

O que define se o prazo de dispensa é de 135 ou 90 dias é o grau de risco da atividade. Essa classificação vai de 1 a 4 e é definida na NR-4, a partir do CNAE principal da empresa. Quanto maior o risco da operação, mais curto o intervalo em que um exame anterior continua válido.

Na dúvida sobre em qual grau a empresa se enquadra, vale conferir o CNAE no quadro da NR-4 antes de decidir pela dispensa. Um erro de enquadramento pode levar a empresa a dispensar um exame que ainda era obrigatório, e o passivo aparece só na fiscalização ou na rescisão contestada.

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Exames Complementares na Demissão: Quando São Exigidos?

O demissional não é só o exame clínico. Dependendo dos riscos a que o trabalhador esteve exposto, o PCMSO pode exigir exames complementares na saída. O caso mais frequente é a audiometria, exigida para quem trabalhou exposto a ruído, mas há outros conforme o agente de risco.

A regra prática é simples: os complementares que foram exigidos ao longo do contrato, ligados aos riscos da função, também precisam ser avaliados no demissional. Fazer o clínico e os complementares no mesmo local e no mesmo dia agiliza a rescisão e evita que o colaborador precise voltar.

Multas no eSocial por Descumprimento de Prazos

No eSocial, o exame demissional aparece em dois pontos: o ASO é transmitido no evento S-2220 (Monitoramento da Saúde do Trabalhador) e o desligamento, no evento S-2299. O S-2220 deve ser enviado até o dia 15 do mês seguinte ao exame, e não em tempo real. Quando esses dados não batem, ou chegam fora do prazo, a empresa fica exposta a autuação e multa administrativa na gradação da legislação trabalhista.

• Otimização de Tempo: Redução da burocracia e processos mais ágeis de contratação e demissão.

• Segurança Jurídica: Documentação sempre em dia, minimizando riscos de autuações e processos.

• Melhoria na Experiência do Colaborador: Processos ágeis e organizados transmitem profissionalismo e cuidado com a equipe.

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Conteúdo produzido pela equipe editorial da SSO e revisado tecnicamente por Cristiano Cecatto, quanto à conformidade com as Normas Regulamentadoras vigentes. Informações médicas são revisadas pela equipe médica da SSO. Este material é informativo e não substitui avaliação profissional individualizada.

Perguntas Frequentes

Como Contar o Prazo no Aviso Prévio Indenizado?

A dúvida mais comum aparece no aviso prévio indenizado, quando o funcionário não trabalha os últimos dias. Nesse caso, a data de término do contrato não é o último dia efetivamente trabalhado, e sim a data projetada do aviso, que já entra no cálculo da baixa na carteira.

Exames Complementares na Demissão: Quando São Exigidos?

O demissional não é só o exame clínico. Dependendo dos riscos a que o trabalhador esteve exposto, o PCMSO pode exigir exames complementares na saída. O caso mais frequente é a audiometria, exigida para quem trabalhou exposto a ruído, mas há outros conforme o agente de risco.

Quais as consequências de não cumprir as normas de SST?

O descumprimento das normas regulamentadoras pode resultar em multas pesadas pelo Ministério do Trabalho, autuações a partir de inconsistências detectadas no eSocial, embargos ou interdições da empresa, além de passivos trabalhistas e previdenciários em caso de doenças ou acidentes ocupacionais.

Por que é importante a integração com o eSocial?

O eSocial centraliza as informações trabalhistas e previdenciárias. A falta de envio ou o envio de dados inconsistentes de SST (eventos S-2210, S-2220 e S-2240) sujeita a empresa a autuação em caso de fiscalização, tornando a integração de sistemas e processos essencial para a conformidade.

A SSO atende empresas de quais portes?

A SSO Medicina do Trabalho atende empresas de todos os portes e segmentos, oferecendo soluções personalizadas em saúde e segurança ocupacional, desde a elaboração de programas obrigatórios até a realização de exames clínicos e complementares com agilidade.

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Revisor Técnico

Cristiano Cecatto — Engenheiro de Segurança do Trabalho, CREA 5062466804

Cristiano Cecatto

Engenheiro de Segurança do Trabalho

🏛️ CREA 5062466804🎓 Mestre em Eng. Produção🔩 Eng. Mecânico🏅 CMSE® Certified📋 ABHO nº 1280

Perito judicial e especialista em segurança do trabalho com mais de 20 anos de experiência. Engenheiro Mecânico, Mestre em Engenharia de Produção e Certified Machinery Safety Expert (CMSE®). Responsável técnico da SSO Medicina do Trabalho.

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