PERICIA E AVALIAÇÃO DE RUÍDO EM SISTEMA DE TELEFONIA (Ruído em telemarketing)

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A SSO possui audiodosímetros com microfones MIRE que podem ser introduzidos com facilidade no interior do canal auditivo ou no interior do head set sem causar qualquer desconforto ao funcionário que será avaliado.

Temos realizado diversas avaliações de dosimetria de ruído em operadores de teleatendimento, incluindo operadores de call center e telefonistas, para mensurar o exato nível de pressão sonora (NPS) que estes trabalhadores estão submetidos.

A demanda por avaliações que gerem laudos consistentes da exposição ao ruído de fones de ouvido vem aumentando consideravelmente nos últimos anos. Umas das razões é que a partir de 1995 o INSS aboliu as profissões consideradas especiais, havendo necessidade de se comprovar o grau de exposição ao agente nocivo para se ter o direito ao benefício, isto é, a exposição dos agentes insalubres.

Dentre as profissões que mais utilizam fones de ouvido, pode-se destacar: os operadores de telemarketing e telefonistas, os quais, antes de 1995, tinham direito ao benefício da aposentadoria especial sem a necessidade de laudos técnicos específicos que avaliassem o grau de exposição ao ruído. Outras profissões como piloto de aeronaves, operador de áudio, operador de vídeo, operador de câmera, operador de VT, e atividades ligadas a área de telecomunicações, também necessitam de avaliação da exposição diária ao agente ruído por utilizarem fones de ouvido.

A perda auditiva devido à utilização de fone é discutida há anos. Pesquisas realizadas nos EUA mostraram que os jovens vêm perdendo a audição de forma acentuada pela utilização habitual com volume elevado dos fones de ouvido. Alguns fabricantes já utilizam um mecanismo que avisa ao usuário que o mesmo ultrapassou o limite de exposição. Esta técnica, que relaciona volume com tempo de uso, baseia-se na emissão de apitos sonoros em freqüências que evitam o mascaramento pela música. O usuário ouve o apito, o que dificulta a apreciação da música. Após a diminuição do volume o apito deixa de existir.

Normalmente os fones utilizados em ambientes de trabalho são monoaurais, isto é, apresentam apenas emissão de sons em um ouvido, favorecendo o aparecimento das perdas. Em ambientes ruidosos o indivíduo aumenta o volume do fone para compensar o ruído percebido pelo outro ouvido, agravando assim o problema.

A necessidade da avaliação ambiental é indispensável para o Programa de Conservação Auditiva (PCA) de uma empresa moderna e comprometida com sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional. Haja vista que os problemas advindos da perda auditiva devido ao ruído ocupacional, que geram passivos trabalhistas, podem estar sendo mascarados pela falta de acompanhamento da exposição ao ruído desses profissionais.

Destaca-se, ainda, o direito aos benefícios do INSS dos profissionais que trabalham com fone de ouvido. Na grande maioria telefonistas e operadores de telemarketing, que são normalmente expostos a níveis de ruído entre 77 e 82 dB(A), dependendo do condicionamento acústico do ambiente de trabalho. Segundo os critérios do INSS, até 1997 as atividades que expõem os trabalhadores a ruído acima de 80 dB(A), são enquadradas como atividade especial. Os profissionais que trabalham com transporte aéreo, principalmente em helicópteros, e os que trabalham na área de televisão e rádio normalmente estão expostos a níveis de pressão sonora acima de 85 dB(A) devido ao elevado ruído de fundo do ambiente.ruido_callcenter

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