descumprimento das normas de segurança do trabalho

Descumprimento das normas de segurança do trabalho: o custo invisível para as empresas

O descumprimento das normas de segurança do trabalho é mais do que uma irregularidade legal; é uma escolha arriscada que coloca pessoas e negócios em perigo. 

Ela gera um ciclo de prejuízos que começa com multas e pode levar a interdição, perda de talentos e um clima organizacional abalado pelo medo e pela desconfiança. 

Os números ajudam a acender o alerta: só em 2024, o Brasil registrou mais de 700 mil acidentes de trabalho. 

Por trás desses dados estão afastamentos, custos ocultos e impactos diretos no clima organizacional, que exigem atenção imediata.

Por isso, neste artigo, vamos mostrar a você que investir em segurança não é um gasto, mas a base fundamental para uma empresa produtiva, saudável e verdadeiramente sustentável.

O que significa estar em conformidade com as normas de segurança do trabalho?

Estar em conformidade significa adotar práticas que previnem acidentes, protegem a saúde física e mental dos trabalhadores e reduzem o descumprimento das normas de segurança do trabalho no dia a dia.

Os números do MTE/SIT, porém, mostram o oposto: no primeiro semestre de 2025, o Brasil já contabilizava 380.376 acidentes e 1.689 mortes.

O mais alarmante é que especialistas estimam que até 85% dos acidentes não são notificados, o que indica que a realidade do descumprimento das normas de segurança do trabalho é ainda mais grave do que os dados oficiais revelam.

Quais são os custos diretos do descumprimento das NRs?

O descumprimento das normas de segurança do trabalho gera impactos financeiros imediatos e, muitas vezes, subestimados. 

Multas e autuações são apenas a parte visível do problema. 

Acidentes podem resultar em processos trabalhistas, pagamento de indenizações e acordos judiciais que se acumulam ao longo do tempo. 

Além disso, quando a empresa precisa correr para se adequar após uma fiscalização, os investimentos emergenciais em equipamentos, consultorias e treinamentos costumam sair mais caros.

Interdições e embargos também interrompem operações, o que causa perda direta de produtividade e faturamento.

infografico-descumprimento-das-normas-de-segurança-do-trabalho E quais são os custos indiretos que realmente pesam no caixa da empresa?

Além das multas e custos óbvios, existem os custos indiretos que, silenciosamente, pesam muito mais no caixa da empresa a médio e longo prazo. 

Eles são consequências diretas de um ambiente inseguro e degradado.

Um exemplo claro dessa tendência perigosa vem do estado do Amazonas, em que os acidentes de trabalho cresceram 61% entre 2020 e 2024, segundo o Diário da Capital, um forte indicativo de falhas generalizadas na aplicação das normas. 

Abaixo, apresentamos a você esses custos ocultos do descumprimento das normas de segurança do trabalho.

Afastamentos e absenteísmo

O descumprimento das normas de segurança do trabalho está diretamente ligado ao aumento de afastamentos. 

Em 2024, o Brasil registrou 724.228 acidentes de trabalho, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), sendo que deste número:

  • 61,07% geraram afastamentos de até 15 dias;
  • 11,91% afastamentos superiores a esse período. 

Cada ausência desorganiza equipes, sobrecarrega colegas e reduz a eficiência operacional. 

Soma-se a isso o crescimento de 134% nos afastamentos por transtornos mentais entre 2022 e 2024, o que reforça a importância da NR-1 e da gestão dos riscos psicossociais

Para aprofundar esse tema, vale conferir o vídeo explicativo indicado no conteúdo:

 

Queda na produtividade e clima organizacional

Ambientes inseguros tendem a gerar medo, desmotivação e perda de engajamento. 

Quando o descumprimento das normas de segurança do trabalho se torna recorrente, os colaboradores passam a trabalhar em estado de alerta constante, o que reduz o foco e desempenho.

Com o tempo, o clima organizacional se deteriora, surgem conflitos e aumenta a sensação de descaso por parte da gestão. 

O resultado é uma queda gradual, porém consistente, na produtividade geral da empresa.

Custos com turnover e novas contratações

Empresas que negligenciam a segurança enfrentam maior rotatividade. 

O descumprimento das normas de segurança do trabalho contribui para pedidos de desligamento, afastamentos prolongados e dificuldade de retenção de talentos. 

Cada saída gera custos com rescisões, novos processos seletivos, treinamentos e tempo de adaptação.

Além do mais, com um turnover alto, a imagem da empresa no mercado de trabalho é prejudicada, algo que afasta profissionais qualificados.

Como transformar a conformidade em um investimento preventivo?

A conformidade proativa evita os gastos catastróficos dos acidentes e constrói uma organização mais resiliente e competitiva. 

Transformar a obrigação em cultura é a chave para quebrar o ciclo do descumprimento das normas de segurança do trabalho. 

Veja como fazer isso na prática!

Avaliação e controle de riscos ocupacionais

O primeiro passo é conhecer os riscos. 

Isso se faz através de uma avaliação de riscos ocupacional detalhada e contínua, que identifica perigos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais em cada função. 

Com esse mapeamento, é possível estabelecer medidas de controle eficazes, seguindo a hierarquia: eliminar o risco, substituir, usar controles de engenharia, controles administrativos e, por fim, o uso de EPIs. 

Programas de saúde e segurança integrados (PCMSO e PGR)

O PGR e PCMSO são a espinha dorsal da conformidade. 

O PCMSO é o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e o PGR é o  Programa de Gerenciamento de Riscos.

Quando integrados e levados a sério, eles deixam de ser documentos de gaveta para se tornarem planos de ação vivos. 

Isso porque o PCMSO monitora a saúde do trabalhador, enquanto o PGR gerencia os riscos do ambiente. 

“PCMSO é o programa que está previsto na Norma Regulamentadora 7 e que tem como objetivo a promoção e a preservação da saúde dos trabalhadores. (…) o programa deve ser planejado e implantado com base nos riscos ambientais detectados nas avaliações previstas nas demais Normas Regulamentadoras.”

– Sandra Rejane, técnica em segurança e medicina do trabalho em entrevista para o 

Sindicato Intermunicipal dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas no Estado de São Paulo.

Treinamentos e cultura de prevenção contínua

De nada adiantam os melhores programas se a cultura da empresa não valorizar a prevenção. 

Treinamentos regulares, envolventes e específicos para cada risco são essenciais. 

Mais do que cumprir carga horária, é sobre conscientização real. Lideranças devem dar o exemplo e abrir canais de diálogo.

A segurança deve ser um valor internalizado por todos, do estagiário ao presidente. 

Perguntas frequentes sobre descumprimento das normas de segurança do trabalho

O que acontece se o Ministério do Trabalho fiscalizar e encontrar irregularidades?

A empresa recebe autuações, prazos para corrigir as falhas e pode sofrer multas pesadas, interdição de setores ou embargo total da obra, paralisando as atividades.

Além das multas, quais são os outros riscos para a empresa?

Os maiores riscos são ações judiciais por danos morais e materiais, perda da reputação no mercado e um aumento significativo no prêmio do seguro de acidentes de trabalho.

O descumprimento das normas pode afetar a obtenção de financiamentos ou licitações?

Sim, muitas instituições financeiras e editais de licitação exigem certificados de regularidade trabalhista, como o eSocial sem pendências, como critério obrigatório para aprovação.

O colaborador pode se recusar a trabalhar em condições inseguras?

Sim, conforme a CLT, qualquer empregado tem o direito legal de recusar tarefas que considerem oferecer grave e iminente risco à sua saúde ou segurança, sem prejuízo salarial.

Problemas de saúde mental no trabalho se relacionam com descumprimento de normas?

Totalmente. A NR-1 inclui os riscos psicossociais. Ambientes com alta pressão e falta de suporte configuram descumprimento e podem levar a afastamentos por transtornos como burnout e depressão.

Como a SSO Ocupacional pode ajudar a sua organização?

A SSO Ocupacional atua como um guia especializado ao integrar, de forma prática e coerente, os programas de segurança (PGR) e saúde (PCMSO) à rotina da empresa e ao eSocial. 

Este alinhamento técnico reduz riscos, otimiza processos e garante gestão contínua, logo, traz confiabilidade para auditorias. 

Com um acompanhamento próximo e suporte jurídico, a nossa consultoria transforma a conformidade em uma vantagem operacional, assim, asseguramos tranquilidade diante de fiscalizações.

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