A redução do FAP é o objetivo central de qualquer gestor que busca equilibrar saúde no trabalho e saúde financeira da empresa.
Se você se preocupa com custos trabalhistas altos e sente que os esforços em segurança não se refletem em números melhores, este texto é para você.
E aqui vai um fator para prestar atenção: dados recentes mostram que mais de 90% das empresas já alcançaram essa bonificação, o que prova que é um resultado possível e comum!
Por isso, vamos explicar a você, de forma clara e prática, como sua organização pode fazer parte desse grupo e transformar prevenção em economia sustentável.
O que é o FAP e como ele afeta os custos da empresa?
O Fator Acidentário de Prevenção (FAP) é um multiplicador aplicado sobre a alíquota do RAT e influencia diretamente o quanto a empresa paga de encargos previdenciários.
Na prática, ele premia ou penaliza o desempenho em segurança e saúde do trabalho de uma organização.
Quando bem gerenciado, permite a redução do FAP e, consequentemente, dos custos.
Para a vigência de 2026, o índice foi calculado para mais de 3,6 milhões de estabelecimentos, sendo que cerca de 91% ficaram na faixa bônus, com índice menor que 1.
Esse cenário mostra que investir em prevenção gera impacto financeiro positivo e vantagem competitiva real.
Como funciona o cálculo do FAP e sua relação com o RAT?
O cálculo do FAP considera a frequência, gravidade e custo dos acidentes e afastamentos registrados nos últimos anos.
Esses indicadores são comparados com empresas do mesmo CNAE.
Por exemplo, um negócio com menos CATs e afastamentos tende a ter índice menor que 1.
Esse fator é aplicado sobre o RAT, o que abre espaço para reduzir ou aumentar a alíquota.
Uma boa gestão desses dados favorece a redução do FAP e mantém o RAT sob controle.
Sobre a tabela: o RAT definido pelo CNAE é multiplicado pelo FAP da empresa, o que gera o RAT ajustado. Esse percentual é aplicado sobre a folha de pagamento, que determina o valor final recolhido à Previdência Social.
Qual a relação entre saúde ocupacional e a redução do FAP?
A relação é direta e causal, pois o FAP é um termômetro financeiro da saúde e segurança do trabalho na empresa.
Então, quando você implementa programas robustos de prevenção, monitoramento de saúde e gestão de riscos, os índices de acidentes e doenças caem.
Consequentemente, o FAP reflete essa melhoria uma vez que gera a tão desejada redução do FAP.
Em outras palavras, cuidar das pessoas é a estratégia mais eficaz para reduzir custos.
Como fazer o controle da saúde ocupacional e reduzir o FAP
Manter a saúde ocupacional sob controle exige organização, análise de dados e integração entre programas legais.
A redução do FAP não acontece por acaso, mas como resultado de processos bem definidos.
A seguir, listamos práticas essenciais que ajudam a transformar prevenção em resultado mensurável.
Consulte o FAP atual da empresa
O primeiro passo é saber onde você está.
Para isso, acesse o site do governo (Gov.br) usando o CNPJ da empresa e o código de acesso do eSocial.
Com isso feito, consulte o índice FAP vigente e o histórico dos últimos anos.
Entender essa trajetória é crucial para planejar ações corretivas e celebrar os acertos.
Sem essa informação, você navega no escuro rumo à redução do FAP.
E caso você ainda não saiba o que é o eSocial, confira o vídeo abaixo:
Analise o histórico de CATs, afastamentos e custos do INSS
Reúna e estude todos os registros de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), períodos de afastamento e os custos gerados para o INSS.
Depois, identifique padrões: setores, funções ou tipos de acidente mais recorrentes. Essa análise é a base de qualquer plano de ação eficaz.
Esse levantamento aponta as vulnerabilidades que, se corrigidas, são o caminho mais seguro para reduzir o FAP.
Neste cenário, é fundamental que os riscos apontados no PGR direcionem os exames e a periodicidade do PCMSO.
Esse alinhamento entre PGR e PCMSO garante que a saúde do trabalhador seja monitorada de forma precisa.
E para dominar o PGR em sua empresa, acompanhe as dicas dadas no vídeo abaixo:
Integre PCMSO, PGR e sistemas com o eSocial
A integração é a chave da eficiência, afinal, dados soltos geram falhas.
Portanto, utilize sistemas que conectem as informações do PCMSO e do PGR e que alimentem automaticamente o eSocial.
Isso garante consistência, evita divergências nos registros oficiais e assegura que todo o esforço preventivo seja corretamente contabilizado.
Faça a gestão dos exames ocupacionais
Não basta apenas realizar os exames. É preciso gerenciar o ciclo completo: agendamento, realização, análise dos resultados, comunicação e arquivamento do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO).
Exames em dia e bem analisados permitem a detecção precoce de agravos, o que evita afastamentos longos que pesam no cálculo do FAP.
Audite e padronize o processo de emissão do ASO
O ASO é um documento-chave na saúde ocupacional.
Padronizar sua emissão evita erros, lacunas de informação e inconsistências com outros sistemas.
Aqui, auditorias periódicas garantem qualidade e conformidade. Esse cuidado reduz passivos trabalhistas e reforça a estratégia para reduzir o FAP.
Implemente uma gestão ativa de afastados
Quando um afastamento ocorre, a gestão não deve parar, por isso, mantenha contato humanizado com o colaborador, acompanhe sua recuperação e planeje sua reintegração de forma segura e produtiva.
Essa gestão ativa reduz o tempo de afastamento e a chance de piora do quadro, o que controla um dos fatores que mais impactam negativamente o FAP.
Monitore indicadores e prepare a contestação do FAP
Mostre indicadores-chave como Taxa de Frequência de Acidentes, Índice de Absenteísmo por doença e custos com SAT.
Eles darão o norte para suas ações.
Se, após um trabalho sério, o FAP calculado não refletir a realidade, você tem o direito de contestar.
Para isso, ter esses indicadores e toda a documentação organizada (PCMSO, PGR, ASOs) é fundamental para embasar um recurso.
Erros comuns que aumentam o FAP e como evitá-los
Algumas falhas simples elevam o índice sem que a empresa perceba.
Evitar esses erros é essencial para proteger o caixa do negócio. Veja quais são:
desalinhamento entre PGR e PCMSO: exames que não cobrem os riscos reais deixam doenças passarem despercebidas;
gestão passiva de afastados: deixar o colaborador sem acompanhamento prolonga o afastamento e piora o índice de gravidade;
falta de padronização: processos manuais e desconexos levam a erros no ASO e no envio ao eSocial;
não contestar o FAP: aceitar um índice que não condiz com a realidade, por falta de documentos para embasar uma contestação.
Perguntas frequentes sobre a redução do FAP
Toda empresa pode melhorar seu índice no FAP?
Sim, qualquer empresa pode melhorar seu desempenho no FAP ao investir em prevenção, controle de riscos e uma gestão estruturada da saúde ocupacional. Como a comparação é feita entre empresas do mesmo CNAE, a evolução é possível mesmo em atividades com maior risco.
Quais fatores mais impactam o resultado do FAP?
Os principais fatores são a frequência de acidentes, a gravidade dos afastamentos e o custo dos benefícios pagos pelo INSS. Uma gestão eficiente de CATs, exames ocupacionais e retorno ao trabalho influencia diretamente esses indicadores previdenciários.
O índice do FAP diminui automaticamente com o tempo?
Não. A melhora do índice depende de um histórico consistente de ações preventivas e boa gestão. Sem monitoramento contínuo, integração de programas legais e correção de falhas, o FAP pode permanecer neutro ou até aumentar.
Como o PGR e o PCMSO ajudam na redução do FAP?
O PGR identifica riscos e o PCMSO monitora a saúde dos trabalhadores. Quando alinhados, reduzem acidentes e afastamentos. Essa integração melhora os indicadores usados no cálculo previdenciário e fortalece a estratégia de redução do FAP.
É possível contestar o FAP para buscar a redução do FAP?
Sim. Caso existam inconsistências nos dados utilizados no cálculo, a empresa pode apresentar contestação dentro do prazo legal. Uma análise técnica dos indicadores é essencial para corrigir erros e garantir a redução do FAP de forma justa.
A gestão de afastados influencia a redução do FAP?
Influencia diretamente. Acompanhamento ativo de afastados, reabilitação e retorno planejado ao trabalho reduzem tempo e custo dos benefícios. Esses fatores impactam positivamente os indicadores previdenciários e contribuem para a redução do FAP.
Quais falhas mais prejudicam o desempenho no FAP?
Erros como falta de integração com o eSocial, exames ocupacionais vencidos, CATs preenchidas incorretamente e ausência de análise de indicadores são comuns. Essas falhas distorcem dados oficiais e impactam negativamente o resultado do FAP.
Vale a pena contratar uma consultoria especializada para melhorar o FAP?
Sim. Uma consultoria especializada identifica falhas técnicas, organiza processos e orienta ações estratégicas. Esse suporte aumenta a eficiência da prevenção, reduz riscos legais e ajuda a alcançar um desempenho previdenciário mais equilibrado.
Como a SSO Ocupacional pode ajudar sua organização?
A jornada rumo à redução do FAP exige expertise técnica e uma visão integrada.
É aí que a SSO Ocupacional faz a diferença!
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