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Quer um ambiente seguro? Veja como o controle de EPI faz a diferença

Controle de EPI não é só burocracia. Ele é a linha de frente da segurança no trabalho. 

Quantas vezes você já se perguntou: “Meus colaboradores estão realmente protegidos?” ou “Será que estamos cumprindo todas as exigências da NR-6?”.

Se faltou EPI na hora certa, se equipamentos vencidos continuaram em uso ou se a fiscalização chegou de surpresa, infelizmente a resposta para essas dúvidas é: não.

E você bem sabe que isso pode custar muito caro.

Pelo menos, essa situação tem solução. Aqui, você verá um passo a passo para um controle de EPI eficiente, desde a escolha certa dos equipamentos até treinamentos que realmente funcionam. 

O que é controle de EPI?

Controle de EPI é o gerenciamento dos Equipamentos de Proteção Individual usados para garantir a segurança dos colaboradores.

Na prática, envolve desde a distribuição até a manutenção e substituição desses itens para assegurar que estejam sempre em boas condições e disponíveis para quem precisa.

Por exemplo, uma empresa pode manter uma ficha de controle em que são registrados todos os EPIs entregues aos funcionários, como capacetes, luvas ou óculos de proteção. 

Esse documento permite verificar se cada colaborador recebeu os itens obrigatórios e, ainda, facilita o acompanhamento para realizar trocas quando os equipamentos estiverem danificados ou fora do prazo de validade. 

Qual a importância do controle de EPI?

Este controle é importante porque os EPIs são uma das principais formas de prevenir acidentes no trabalho. 

Então, quando bem gerenciados, esses equipamentos evitam lesões, doenças ocupacionais e até fatalidades. 

E sem um controle eficiente, a sua empresa falha em fornecer a proteção necessária, o que coloca seus colaboradores em risco. 

O resultado, neste segundo caso, não é dos melhores: acidentes graves, com danos humanos e prejuízos jurídicos e financeiros para a empresa. 

Por isso, controlar EPIs não é só obrigação. No fim, é sobre um cuidado primordial com vidas e negócios.

Como fazer o controle de EPI em 11 passos

Abaixo, apresentamos 11 passos para realizar esse controle, desde estabelecer responsáveis por essa gestão, até oferecer treinamentos e opções além do PPRA.

Estabeleça responsáveis pela gestão dos EPIs

Um controle eficiente começa com a definição clara de quem será o encarregado pela distribuição, reposição e fiscalização dos EPIs. 

Pode ser o supervisor de segurança, o RH ou um gestor dedicado. 

O importante é que essa pessoa tenha autonomia para gerenciar os equipamentos e garantir que todos os colaboradores recebam o necessário.

Por exemplo, em uma fábrica, o líder de cada setor pode ser responsável por verificar diariamente se sua equipe está usando os EPIs corretos e reportar eventuais faltas ao departamento de segurança.

Saiba quais EPIs são indispensáveis

Não existe um kit de EPI padrão para todas as empresas. 

Cada atividade tem seus próprios riscos, e, por isso, é fundamental realizar uma análise detalhada das funções e dos perigos associados a elas.

Por exemplo, em uma montadora de carros, os EPIs indispensáveis incluem:

  • capacete de segurança (proteção contra impactos);
  • óculos de proteção (para evitar partículas e respingos);
  • protetores auriculares (devido ao ruído das máquinas);
  • luvas específicas (anti-corte, térmica ou de proteção química, conforme a atividade);
  • calçado de segurança (com biqueira de aço e solado antiderrapante);
  • máscaras respiratórias (dependendo da exposição a poeiras, vapores ou gases);
  • roupas de proteção (anti-chamas ou antiestáticas, conforme necessidade).

Garanta um local apropriado para guardar os EPIs

O controle de EPI determina que os equipamentos precisam ser armazenados em locais adequados para garantir sua conservação. 

Esse espaço deve ser limpo, organizado, ventilado e protegido de umidade, poeira e contaminações.

Por exemplo, em um hospital, o local de armazenamento de EPIs deve ser um almoxarifado específico, separado de medicamentos e outros insumos. 

Ou seja, máscaras, luvas, aventais e protetores faciais devem ser guardados em prateleiras limpas, protegidos de contaminações e bem organizados para facilitar o acesso rápido, especialmente em situações de emergência.

Realize verificações antes da entrega aos colaboradores

Nunca é demais reforçar: antes de entregar qualquer EPI, é necessário checar se ele está em boas condições. 

Isso significa verificar rasgos, rachaduras, desgastes, validade e funcionamento, tudo para garantir que o equipamento ofereça realmente a proteção necessária.

Imagine só entregar uma luva de proteção com microfuros. Isso pode gerar acidentes e comprometer a segurança do trabalhador.

Ou seja, não pule essa etapa, pois ela evita problemas futuros. 

Não reutilize EPIs descartáveis ou danificados

EPIs descartáveis, como máscaras cirúrgicas, luvas de látex ou toucas, têm essa definição por um motivo claro: foram feitos para uso único. 

Então, reutilizar esses materiais compromete completamente sua eficácia, além de representar risco de contaminações e acidentes.

Da mesma forma, EPIs danificados, como capacetes com trincas ou luvas rasgadas, nunca devem ser usados. 

Afinal, quando a integridade do equipamento está comprometida, ele perde sua função protetiva.

EPI

Controle rigorosamente a movimentação dos EPIs

Saber quem pegou, quando pegou, que tipo de EPI foi entregue e quando precisa ser substituído é peça chave dessa gestão de equipamentos. 

Esse controle pode ser feito manualmente, com fichas físicas, ou por meio de planilhas e até sistemas específicos.

Uma sugestão é que você implemente um sistema de check-in/check-out com:

  • identificação do colaborador;
  • data de retirada e devolução;
  • condições do equipamento;
  • assinatura de responsabilidade.

O mais importante é que haja um histórico atualizado. 

Crie e mantenha atualizadas as fichas de controle de EPIs

As fichas de controle são documentos que registram toda a movimentação dos EPIs. Elas contêm dados como:

  • nome do colaborador;
  • função;
  • tipo de EPI entregue;
  • data de entrega;
  • assinatura do responsável pela entrega e do colaborador;
  • data de devolução ou substituição, se houver.

O melhor é que é possível fazer essas fichas de forma manual ou digital, como falamos acima. O importante é que estejam sempre atualizadas!

Escolha fornecedores de EPIs confiáveis e qualificados

A procedência dos EPIs faz toda a diferença. Equipamentos de baixa qualidade podem não oferecer a proteção adequada, além de terem menor durabilidade.

Portanto, priorize fornecedores com:

  • certificação INMETRO para todos os itens;
  • histórico de qualidade comprovada;
  • prazos de entrega confiáveis;
  • assistência técnica especializada;
  • transparência nos testes de qualidade.

Realize manutenções e inspeções periódicas nos equipamentos

EPIs que não são descartáveis precisam passar por manutenções e inspeções regulares. 

Essa prática garante que eles ofereçam o nível adequado de proteção.

Por exemplo, respiradores precisam ter seus filtros verificados e, se necessário, substituídos. 

Capacetes devem ser inspecionados quanto a rachaduras e desgaste. 

Para fazer isso, a empresa pode estabelecer uma rotina semanal, quinzenal ou mensal, tudo depende do tipo de EPI e do grau de risco da atividade.

Ofereça treinamentos constantes sobre o uso dos EPIs

O treinamento não deve ser algo que acontece só na integração do funcionário. 

Sempre que houver novos riscos, mudanças de processos ou até a introdução de um novo EPI, ele precisa ser atualizado.

Além disso, reciclagens periódicas ajudam os colaboradores a se manterem atentos e conscientes sobre a maneira correta de usar e conservar seus equipamentos.

Vá além do PPRA e adote outras práticas de segurança

Muitas empresas limitam seus cuidados apenas às obrigações do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Esse é um erro.

O controle de EPI deve ir além das exigências legais. 

Por exemplo, motoristas que não são obrigados a usar EPI tradicional podem se beneficiar do uso de camisas de manga longa com proteção UV, bonés ou chapéus para reduzir a exposição solar. 

Isso previne desconfortos, queimaduras e até problemas de saúde a longo prazo.

Então, oferecer equipamentos que tragam mais conforto e proteção, mesmo quando não obrigatórios, contribui para a qualidade de vida e bem-estar de toda a equipe.

Conte com a SSO Ocupacional para garantir a integridade física e mental de seus colaboradores! 

EPI

Conclusão

Hoje você viu que o controle de EPI não é só uma simples obrigação legal. Ele é essencial para:

  • preservar a integridade física dos colaboradores, 
  • reduzir riscos de acidentes
  • garantir a conformidade da empresa com as normas de segurança. 

Quando aliado a boas práticas, como armazenamento adequado, manutenções periódicas e treinamentos constantes, o controle de EPI fortalece a cultura de prevenção dentro das organizações. 

E para completar sua estratégia de segurança no trabalho, conte com a SSO Ocupacional. 

Aqui você tem assessoria especializada, desde exames médicos até a implementação de programas de segurança.

Entre em contato agora e solicite um diagnóstico personalizado para sua empresa. 

Proteção começa com planejamento. Não deixe para depois!