Os sintomas de lesão por esforço repetitivo são mais comuns do que se imagina. Muitas vezes, os sinais aparecem de forma discreta, com uma leve dor nos punhos, incômodo nos ombros ou tensão nos braços após uma jornada de trabalho.
Mas com o passar dos dias, aquilo que parecia temporário pode se transformar em um problema crônico que limita movimentos e reduz a produtividade.
Se você trabalha longas horas em frente ao computador, realiza tarefas repetitivas na indústria ou atua em funções que exigem movimentos contínuos, este artigo é para você.
Vamos mostrar como identificar precocemente os sintomas de lesão por esforço repetitivo, quais são as doenças mais frequentes, os fatores de risco e, principalmente, o que fazer para prevenir e tratar esse tipo de condição ocupacional. Boa leitura!
O que é uma lesão por esforço repetitivo?
A LER (Lesão por Esforço Repetitivo) é um conjunto de doenças que afetam músculos, nervos e tendões.
Essas doenças são causadas por movimentos repetitivos, posturas inadequadas e esforços mantidos por períodos prolongados, especialmente em ambientes de trabalho que não oferecem condições ergonômicas adequadas.
O termo LER foi, ao longo do tempo, ampliado para DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), pois muitos casos envolvem inflamações crônicas e lesões mais complexas que uma simples tendinite, por exemplo.
Principais sintomas de lesão por esforço repetitivo
Os sintomas de lesão por esforço repetitivo podem variar de acordo com a região afetada e com o tipo de movimento realizado. Mas alguns sinais costumam aparecer com frequência:
- Dor localizada: a dor é o sintoma mais comum e costuma surgir em locais como punhos, antebraços, ombros, pescoço e região lombar. Inicialmente leve, a dor pode se intensificar com o tempo, tornando-se constante e interferindo nas atividades diárias.
- Formigamento e dormência: sensações de dormência ou “choques” nos braços e dedos podem indicar compressão de nervos. É comum em quadros de síndrome do túnel do carpo, uma das LERs mais conhecidas.
- Perda de força: outro sintoma é a perda gradual de força nas mãos ou nos braços, dificultando atividades simples como segurar objetos, digitar ou levantar pesos leves.
- Inchaço e rigidez: as regiões afetadas podem apresentar inchaço, rigidez ao movimentar e sensibilidade ao toque.
- Dificuldade para realizar movimentos: quando a lesão está em estágio mais avançado, pode haver dificuldade para concluir tarefas simples, como pentear o cabelo, carregar sacolas ou digitar no teclado.
Doenças ocupacionais mais comuns associadas à LER
Entre os diversos diagnósticos que se enquadram como lesão por esforço repetitivo, os mais comuns são:
- Tendinite: inflamação dos tendões, geralmente causada por movimentos repetitivos.
- Bursite: inflamação nas bursas (pequenas bolsas que amortecem o atrito entre tendão e osso).
- Síndrome do Túnel do Carpo: compressão do nervo mediano no punho, causando dor, formigamento e perda de força nas mãos.
- Epicondilite lateral (cotovelo de tenista): dor e inflamação no cotovelo devido a uso repetitivo.
Fatores de risco que contribuem para a LER
Nem sempre a causa está apenas nos movimentos. Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento dos sintomas de lesão por esforço repetitivo, entre eles:
- Postura inadequada ao sentar ou posicionar os braços
- Falta de pausas durante a jornada
- Mobiliário não ergonômico
- Ritmo excessivo de trabalho
- Excesso de tempo frente a computadores ou tarefas manuais repetitivas
- Clima organizacional estressante
Ambientes que ignoram as boas práticas de ergonomia estão mais suscetíveis a gerar afastamentos e comprometer o bem-estar da equipe.
Como identificar precocemente os sintomas de LER
O primeiro passo para evitar complicações é observar os sinais do corpo. Pequenas dores frequentes, incômodos ao final do expediente, alterações na sensibilidade ou rigidez ao acordar não devem ser ignorados.
Além disso, os exames periódicos ocupacionais são essenciais para o acompanhamento da saúde do trabalhador ao longo do tempo. Com esse monitoramento, é possível identificar lesões em estágios iniciais e agir rapidamente.
Boas práticas para prevenir sintomas de lesão por esforço repetitivo
A prevenção deve ser parte da rotina da empresa e dos colaboradores. Veja as principais medidas:
Ergonomia no espaço de trabalho
Investir em ergonomia no escritório é uma das formas mais eficazes de prevenir lesões. Ajustes simples já trazem resultados, como:
- Posicionar o monitor na altura dos olhos
- Usar cadeiras com suporte lombar e reguláveis
- Ter apoio para os braços
- Manter os pés apoiados no chão ou em um suporte
Pausas programadas
Ficar muitas horas na mesma posição ou repetindo o mesmo movimento exige pausas. O ideal é fazer intervalos curtos a cada 50 minutos, com alongamentos leves e movimentação dos membros.
Ginástica laboral
Implantar programas de ginástica laboral pode reduzir significativamente os sintomas de LER. Esses exercícios ajudam a aliviar tensões e promovem integração entre a equipe.
Treinamento sobre postura e prevenção
Funcionários bem informados têm mais condições de adotar comportamentos preventivos. Por isso, treinamentos sobre ergonomia, pausas ativas e sinais de alerta devem fazer parte da gestão de saúde ocupacional.
Como tratar os sintomas de LER
Nos estágios iniciais, o tratamento pode ser simples e inclui:
- Fisioterapia com foco em reabilitação
- Medicamentos anti-inflamatórios sob orientação médica
- Mudanças ergonômicas imediatas
- Reorganização das pausas e jornadas
Nos casos mais graves, pode haver necessidade de afastamento, uso de talas imobilizadoras ou até mesmo cirurgia.
Por isso, agir cedo é fundamental. A detecção precoce, associada a um ambiente mais seguro, é a chave para evitar complicações e manter o bem-estar dos colaboradores.
Conclusão
Neste artigo, você entendeu quais são os principais sintomas de lesão por esforço repetitivo, como identificá-los antes que se agravem e o que fazer para prevenir ou tratar esses quadros tão comuns no ambiente de trabalho.
Lesões como tendinites e síndrome do túnel do carpo afetam diretamente a produtividade e a qualidade de vida dos profissionais.
Por isso, é essencial adotar medidas ergonômicas, promover pausas ativas, oferecer treinamentos e realizar exames periódicos com regularidade.
Se sua empresa quer evitar afastamentos, reduzir riscos e cuidar da saúde dos seus colaboradores de forma eficiente, conte com o suporte da SSO Ocupacional.
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Cristiano Cecatto
Perito
Eng.mecânico
Eng.seg.trabalho
Mestre eng.produção
Membro ABHO no.1280
Certified Machinery Safety Expert – CMSE®